O assunto é polêmico, há muitas justificativas válidas para defender tanto a existência quanto a extinção delas. Eu tenho uma opinião fragmentada sobre o tema, acho relativamente válido, a criação de cotas para alunos do sistema público de ensino, no entando sou radicalmente contra as cotas "raciais" ( Como se o percentual de melanina na pele de uma pessoa a tornasse uma espécie biologicamente diferente das demais...).
Os defensores das cotas raciais normamente alegam que o percentual de estudantes negros e pardos em universidades federais, é muito pequeno quando você considera que a maioria da população brasileira é negra e parda. O que acontece que normalmente as pessoar ficam repetindo um discurso pronto, sem analisar de forma crítica os fatos.
Segundo o último censo realizado pelo IBGE em 2010, cujas informações retirei daqui, aproximadamente 8% da população brasileira se considera NEGRA, 41% PARDA, e 48% BRANCA. O restante se divide entre outras "raças" como índios, "amarelos" e
Ai eu deixo a pergunta, se o percentual de população que se declara NEGRA é tão pequena (menos de 10%) não seria esse um dos principais fatores de vermos tão poucos NEGROS nas universidades? Ok acredito que realmente haja alguma discrepância entre o percentual de NEGROS na sociedade e nas universidades, mas certamente esse percentual não é tão significativo quanto vociferam os defensores das políticas afirmativas (até por conta da existencia das mesmas a quase 10 anos, há de se reconhecer...).
Outra pergunta que eu deixo para reflexão. O que é uma pessoa PARDA? Você conhece alguém que se declara desta forma? Que cor é essa? O Pardo "NON ECSISTE" é o termo criado para agrupar todos aqueles milhões de cores ( etons, vegetais, frutas, objetos, entre outros...) que o cidadão utiliza para declarar sua cor ao IBGE. Ai esse termo é utilizado safadamente pelos defensores das políticas afirmativas para engrossar as estatisticas utilizadas como argumento pró cotas.
A percepçao de cor/raça é algo pessoal. Pode variar de acordo com a cultura ou a região onde o cidadão vive. A mesma pessoa pode ir ao Sul do país e ser considerada NEGRA, e ir à Bahia e ser considerada Branca. Ou seja o "PARDO" é um conceito subjetivo, amplo e altamente variável. É justo utilizar esse critério para a formulação de qualquer tipo de política? E vou além, o grande problema do racismo no Brasil não como a "raça" NEGRA? Você já ouviu alguem por ai fazendo piada de "PARDO", usando expressões como "seu PARDO sujo/safado"?
Outra questão que normalmente é pouquissimo discutida quando se trata do assunto é QUAL É A FUNÇÃO DA UNIVERSIDADE PÚBLICA NO BRASIL?
Ai eu pergunto: A Universidade pública é deve ser um instrumento de correção de problemas históricos? Instrumento de políticas sociais? Um local onde magicamente os problemas de racismo na sociedade vão desaparecer? Quando você coloca um monte de gente "pela janela"?
Ai eu respondo: Universidade é lugar de se DESENVOLVER PESQUISA CIENTÍFICA e FORMAR PESQUISADORE E PROFESSORES.
Formar mão de obra NÃO É PRIORIDADE DE UNIVERSIDAD PÚBLICA. Lugar para isso é Instituto técnologico, escola técnica, faculdade, e curso profissionalizante.
Ainda assim podem vir aqueles que defendam que "é na Universidade que temos a melhor oportunidade de corrigir problemas históricos e acabar com o racismo no Brasil."
Serio mesmo? Se a convivência com a pluralidade pode permitir a diminuição do racismo, por que não criar cotas para negros nas escolas particulares de ensino médio e fundamental? Seria muito mais eficaz formar um cidadão sem preconceitos, se ele tiver que conviver com o diferente no início da sua formação moral e cultural.
Não é depois de velho, entrando no ensino superior, com sua concepção de mundo já formada, que o cidadão vai deixar de ser racista por que metade da sua turma "entrou pela janela" na universidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário